Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Amarante daqui a 15 anos (parte II)

 

Numa das nossas últimas crónicas no JA e seguindo a sugestão da organização do CCC de imaginar a nossa cidade daqui a 15 anos, decidimos então reflectir sobre alguns pontos, que na nossa opinião mereciam ser de alguma forma debatidos.

 

Como será Amarante dentro de 15 anos? Nunca assumiríamos este exercício como algo fácil, pelo contrário, não queríamos de todo cair no erro de dar azo a uma imaginação demasiado fantasiosa que resultasse em ideias pouca sustentadas. Pois bem, a nossa reflexão não se centrou em propostas diferentes que pudessem dar à cidade de Amarante novas linhas de orientação ou pelo menos ajudar a tal. Deixamos isso mais para a frente e, por isso, pretendemos com tudo isto fazer uma ligação do presente ao futuro. Como? Projectando e reflectindo sobre aquilo que, neste momento, está reservado para o nosso município.

 

Peguemos agora em dois pontos, dos quais abordamos na nossa anterior reflexão: criação de uma zona comercial de grande superfície e consequente impacte na economia local. Será a construção de um centro comercial solução para sustentar o nosso sector económico? Ou será um risco investir em tal solução?

 

Uma grande superfície comercial trará a Amarante a oportunidade de criar novos postos de emprego, combatendo a situação de desemprego que a cidade enfrenta. Não serão, com certeza, os empregos criados que irão suprir as necessidades reais mas será uma das iniciativas para acabar com tal.

 

Numa outra perspectiva podemos encarar a vinda de um shopping como um centro de atracção de pessoas, o que ajudará à emancipação do nome de Amarante, pelo menos junto daqueles que passarem a visitar a nossa cidade também por isso.  A criação de um cinema, aliado ao centro comercial, por exemplo, daria aos jovens (e não só!) amarantinos a oportunidade de irem ao cinema… em Amarante!

 

Estas são as vantagens mais óbvias das quais não deixamos de falar quando tocamos no assunto da superfície comercial. Valerá também a pena reflectir sobre as consequências e o impacte da vinda deste tipo de estrutura para o nosso concelho. Que consequências terá para o comércio tradicional? É inegável a importância do comércio para a economia local. Serão tomadas medidas para que este tipo de negócio consiga sobreviver com a chegada de uma grande superfície?

 

Sobre este assunto reside um outro lado da questão. Até que ponto o Centro comercial se conseguirá impor em Amarante? Será um daqueles casos em que, passados uns meses, chegam a lume as dificuldades por que estão a passar este tipo de empreendimentos? Com certeza que não gostaríamos que isso acontecesse. Mas mais uma vez pensamos se não seria então viável, pesando os prós e os contras, apostar nas estruturas já existentes, promovendo as potencialidades que tais oferecem ou então dirigir as apostas num outro sentido, apostando nos nossos símbolos, quer históricos, culturais e até naturais. Porque, afinal, referências não nos faltam!

 


publicado por amarante_csg às 11:30
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Alunos do Colégio de São Gonçalo, 12º ano, de Ciências e Tecnologias a participar no Concurso Nacional de ideias "Cidades Criativas" - reflexão e estudo sobre as cidades portuguesas . Helena Melo, Ricardo Silva, Marlene Ribeiro, Rita Magalhães, Sara Carvalho

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